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Atrás das Árvores ao Som do Córrego

Atrás das Árvores ao Som do Córrego
Crônicas do cotidiano, Contos, Pensamentos que mostram a simplicidade da vida, situações corriqueiras da vida.

Articles

Patrick
2006-12-30 03:57:02
Com suas penas negras, que pela tonalidade acentuada azulava toda a plumagem do seu corpo. Na cabeça, penas miúdas pontiagudas que caracterizava o inigualável pássaro-preto (Gnorimopsar chopi). Afeiçoado a mim, manso e dócil, criara comigo há seis anos. Quando chegou em casa era um verdadeiro selvagem, despenava-se a qualquer aproximação. Parecia que não se domesticaria, pois tivera outros pássaros-pretos e todos em poucos dias apaziguavam seu furor selvagem. Patrick , como eu o chamava (pois quando cantava parecia dizer "pétriqui") era diferente, relutava-se em sua obstinação. Não me dei por vencido, fui insistente para domá-lo. Jogava frutas em sua gaiola, queria que ele visse-me, pois eu estava alimentando-o. Selvagem e bravio perdera quase todas as penas debatendo-se na gaiola. Não queria matar meu pássaro com minha contumácia. Desisti de domesticá-lo, tive-o por intratável. Não havia brecha para seu alvoroço pertinaz, o qual o prejudicado era ele. Uma vez cantando uma música p...
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Na Areia Escura de Mongaguá
2006-12-27 03:55:02
Caminhava ao longo da praia, procurava um lugar quieto para espairecer a mente. Vendo as ondas levantando-se com ímpeto e instantaneamente esvaecer-se brandamente na areia, poderia meditar sobre a brevidade da existência humana, as situações difíceis da vida que fazem estrondoso alarde e fugazmente dissipa-se como um estalido dos dedos. A figura das ondas rende inúmeras metáforas e ilustrações que dependendo da criatividade e fertilidade das mentes imaginativas de alguns escritores de auto-ajuda poderiam escrever vários livros utilizando o mesmo tema. Mas as ondas não são elas o foco das minhas lucubrações, apesar de seu ruído criar um clima aprazível para se meditar principalmente agora, vendo-as quebrarem-se. O que poderia ser um refrigério para a mente não ofusca a manifesta imagem que trouxera comigo. Olhando a extensão da praia que é apenas uma partícula da margem da extensão marítima teria um bom motivo para me distrair, mas meus pensamentos são fixos no objeto da minha desenf...
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Homens e a Escrita
2006-12-02 15:33:15
Há três tipos de homens no mundo: os que por se achar ignorantes, não escrevem e estes merecem desculpa por ter se calado e elogio por se conhecer; outros que não comunicam o que sabem; estes são dignos de pena pela condição e inveja pelo engenho, pedindo a Deus que perdoe o passado e os corrija no futuro; os últimos não escrevem por medo das más línguas: estes merecem a repreensão, pois se a obra chegar às mãos dos sábios, não sabem falar mal de ninguém, se ignorantes como podem falar mal sabendo que se falam mal falam de si mesmos, e se do bom não importa é porque já sabem todos que não o entendem. (Quevedo)
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Passou...
2006-12-02 15:33:15
Estava preste a ser atropelado pela tropa de transeunte que no frenesi das compras de última hora, não queriam perder um só instante dos últimos momentos para comprar o presente do dias dos namorados. A multidão fervia como espumas provocadas pelo fervor de leite a cem graus Celsius. Homens, mulheres, crianças, dos mais variados tipos, fisionomias, formatos, cores, formavam a homogênea massa bege que descia do começo ao fim da Marechal. Nesta turba atônita, vi ao longe uma partícula peça desse aglomerado que sobressaia a todas. Conforme caminhava, meus olhos concentravam a atenção em sua aparência que me fez por um segundo agradecer por existir. Não percebi se esbarrei em alguém, não sei se olhei o farol ao atravessar a rua, apenas deixava-me levar pela atração hipnótica que ela me proporcionava; tentei ser sóbrio e resoluto em não me deixar levar, mas como uma marionete, era conduzido abobalhado aos encantos que imperceptivelmente ela me transmitia. A dois passos dela parei, enqu...
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Ettore Majorana
2006-12-02 15:33:15
"...quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto. Dar-me-ia pressa em abrigar-me do vendaval e da procela" (Sl 55:6-8)Ettore Major ana foi um jovem possuidor de uma extraordinária inteligência, com uma carreira promissora na área da física, tendo como mentor Enrico Fermi, ganhador do Prêmio Nobel. Ettore nasceu em Catânia, na Sicília em 5 de agosto de 1906. Aos quatros anos de idade resolvia problemas de matemática com incrível rapidez. Fora enviado para um colégio jesuíta em Roma, mas completou o ensino secundário no Liceu Torquato Tasso antes de fazer 17 anos. No outubro de 1923 ingressa na Universidade de Roma, transferindo-se em seguida para o Instituto de Física Teórica.Em 1933 com uma bolsa do Conselho Nacional de Pesquisa, vai morar em Leipzig na Alemanha onde conhece Werner Heisenberg, outro ganhador do Prêmio Nobel. Heisenberg incentiva o jovem italiano a publicar estudos com freqüência, pois Majora na sendo um extre...
Maresia e Tabaco
2006-12-02 15:33:15
A maresia provenientes das algas da encosta marítima, misturada ao odor do tabaco, era a contínua fragrância que exalava em frente à casa do velho Manuel Giacometto. Sentado em sua cadeira de balanço, o velho deixava-se levar pelo movimento repetitivo que a cadeira fazia. O ruído produzido pelo ranger da cadeira em conjunto com as ondas que quebravam na praia era o fundo musical para as colunas de fumaça que elevavam-se uniformemente ao teto da área da casa. O velho despendia sua indolente força em concentrar-se, pois já perto de seus 85 anos, sua memória e faculdades mentais negavam-lhe a lucidez que fora marcante para um respeitável oficial da marinha. Desde que aposentara na década de 70, dedicava todos os seus dias na construção de miniaturas de navios de guerra. Nos últimos dias suas imaginações eram todas voltadas à antiga vida naval. Lutava constantemente para esquecer o glorioso labor pelo qual dedicou toda a sua vida. Os momentos de descanso eram de tormentos, pois suas ima...
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Anne Frank
2006-12-02 15:33:15
Olhando a foto na capa do livro, pensei muito sobre a capacidade humana de destruir e odiar. Pergunto a mim mesmo: como pode um ser que se considera racional; pois é constituído desta capacidade e faculdade que o distingue dos outros seres, tidos como animais irracionais, possuir um instinto terrível de ojeriza e repugnância àquilo que em sua mente tem como puro e aceitável de sua cultura? Temo pela falta de fé na humanidade que por suas atitudes rouba-me a esperança. Vivo a cada dia como se as pessoas que conhecemos todas elas, tivessem uma personificação a qual ocultam de todos. No momento em que não a vemos, tramam seus planos, trocam informações sobre crueldade hedionda entre os iniciados de sua ordem conspirativa. Nós os coitados inocentes que por uma ideologia infantil e afabilidade para com o gênero, recusamos acreditar na capacidade que esta horda malfazeja camuflada de seres praticam. A imagem de Anne Fran k marcou a minha vida desde a adolescência, desde que li seu diário, ...
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Praça
2006-12-02 15:33:15
A brisa da primavera, exalando a fragrância dos ipês amarelos, arrefece a pele do meu rosto, opondo-se contra a tépida temperatura do sol da primavera, a qual se pode sentir em apenas dois ou três meses no ano. Cá estou sentado olhando a profusa aglomeração de pessoas que passam pela praça. Tento imaginar o pensamento de cada pessoa que passa, observando a fisionomia e aspecto de seus rostos, mas desisto imediatamente, devido à enfadonha tarefa e ineficácia desta atividade. Estava feliz por estar sozinho, pois fugia do convívio de pessoas, queria um tempo para ficar só, sem ter que conversar com ninguém. Mal acabava de chegar à praça, senta-se o meu lado um senhor aparentando uns quarenta anos, ao qual fiquei torcendo para que não me dirigisse à palavra, ou tivesse algum ensejo de puxar conversa.Alguns momentos da vida são interessantes, como este: estar perto de pessoas, mas tendo um desejo enorme de estar a quilômetros de distância do menor ser vivo existente. A solidão ao contrá...
Chalé do Campo
2006-12-02 15:33:15
Meu corpo pedia descanso. As gotas de suor escorriam pelo rosto. A camisa preta de algodão aderira à pele, Andara por cerca de duas horas. Decidira andar sem rumo certo, pelo gosto da sensação de liberdade de ir onde se quer ir, sem saber para onde se vai, pois este é um dos meus passatempos preferidos. As pernas qual ponteiro de uma bússola sinalizavam o trajeto. Por não me concentrar onde estava indo, cheguei a um lugar desconhecido. Por anos vivendo nesta cidade, lugares desconhecidos fascinava-me a cada descoberta. As casas deste bairro eram feitas de madeiras envernizadas, pareciam casas pré-montadas pintadas de mogno. Pelo que contei, toda a alameda era constituída de vinte casas, em todas elas uma árvore de pinho em frente ao muro. Procurei por alguma pessoa nesta rua. Em todo o tempo em que estive nela, nenhuma pessoa entrou ou saiu de casa, ou transitou pela rua. Na rua não passavam carros, pois nenhum vira desde que passei por ela, nem mesmo havia garagens nas casas. Tent...
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Marcos
2006-12-02 15:33:15
Marcos chega em casa, Elvira, sua mãe, pacientemente está à espera do filho. Tornou-se um hábito de sua mãe, não dormir enquanto o filho não chegar. Hoje ele chegou as duas e meia, é cedo para quem muitas vezes aparece em casa costumeiramente pelas manhãs.Entra vagarosamente pelo corredor. Esforça-se para não provocar nenhum ruído. Bêbado, não percebe a presença da mãe, que está na sala, como de costume em suas preces.Deitar e esquecer o mundo, a vida, e tudo o mais, é a única coisa que ele quer. Viagem alucinógena não faz mais efeito para desmemoriá-lo; surtira efeito em um ano, agora, acostumado a química, mesmo a dose mais forte não amenizava a ansiedade e a dor que só quem possui é capaz de descrever.Deitado ele ouve as sôfregas lamurias de sua mãe, que não se vexa em prantear. Seu coração palpitante acompanha a agonia materna.Marcos carrega um grande peso na consciência que o tortura há três anos. Nunca conversara com ninguém sobre o que sente. Sua mãe várias vezes, notava o ab...
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Amor Platônico
2006-12-02 15:33:15
Meus olhos e coração eram unicamente para ela, que despretensiosamente cativava-me. Sem dizer uma única palavra todo o ser da Princesa expandia a excelsa beleza que piamente reverenciava. Jamais existira ou se teve notícia de ser mais formoso entre as filhas dos homens. Seus cabelos negros qual ébano contrastava a alvura da pele que sorrindo ruborizava o rosto macio qual pétala. Em nuança rosa, seus lábios emanavam a candura e a docilidade que só ela possuía.Cupido, impiedosamente, tencionado em sua ação, distendeu o arco ao ponto máximo. Fito os olhos em seu alvo, desferiu flamejante a seta que desapercebido senti o cravar da haste arremessando-me ao chão. Deitado, permaneci por horas. Levei a mão à flecha fincada no coração que inutilmente conseguira arrancar, pois a minha força já era extinta. O sangue que convulsivamente jorrava exauria-se no derradeiro fluir sanguíneo.Insuportável pesar consternava-me adentrar ao plano etéreo, sem ao menos meus lábios provar de seu beijo desde ...
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Decidido e Confirmado
2006-12-02 15:33:15
Texto do meu amigo, Paulo Luís Ferreira, fotógrafo de São Bernardo do Campo, que aprendeu a ler e narrar contos e historietas pelas longas viagens e solidão dos hotéis.Penso de quantas maneiras eu poderia apresentar e, conseqüentemente, dizer a respeito desta situação.Dada à sua vileza, sinto que seja necessário pormenorizar o caso. Porque, no que vale a conjuntura dos fatos, e para tanto, permito-me como envolvido que estou, discutir o discutível. Que é por assim dizer, o que nos é possível contemporizar em busca de alguma verdade, da forma como persiste, seus extremos em perfeita sintonia com o empenho com que descrevo, mesmo que resumido. Digo isto, por este assunto muito delicado. Confesso estar forçando a gramática, principalmente a pontuação, a adjetivação e adverborização pelo fato e ato de escrever tão rebuscado, à moda Saramago, ou até mesmo ao mestre Machado (que eles não me ouçam) sem que, com isso, os prezados senhores e queridíssimas damas, não cogitem a mínima intenção...
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Nascido-No-Pecado
2006-12-02 15:33:15
Nascido-No-Pecado, nasceu como todos os outros seres nascem, em pecado. Criado como os nascidos em pecado, assim foi sua vida. Cresceu como qualquer outra criança cresce, freqüentou escolas onde os outros como ele nascidos em pecados freqüentaram. Casou-se e não teve filhos. Sua esposa Nascida-Na-Iniqüidade constantemente reclamava de não ter tido filhos, seus nomes até foram escolhidos por ela; se eles nascessem se chamariam Ladrão, Assassino e Mentiroso, em homenagem ao Príncipe-Deste-Mundo, que governava a cidade onde moravam.Ao longo dos anos Nascido-No-Pecado, sentia que seu mundo sempre tendia a morte, não havia perspectiva de vida, pois via que seus amigos a cada dia morriam cedo demais, vivendo como seus pais, que imitavam seus avós, que imitavam seus bisavós, e assim por diante. Ele questionava se esta é realmente a única realidade existente para os moradores do Mundo-Jaz-no-Maligno. Um certo dia pergunta para seus colegas de trabalho, Prostituição, Impureza, Lascívia que s...
Cleber
2006-12-02 15:33:15
Esta madrugada algo que raramente acontecia, aconteceu, sonhei com você, não que seja ruim, mas faz tempo que isto não acontecia, Não sei se já tinha falado com você antes, que diversas vezes sonhava com você. Tenho total certeza que você nunca vai ler o que escrevi; quem sabe um dia posso falar cara-a-cara com você e pormenorizadamente descrever tudo o que sinto e tenho pra falar, mas nunca falei. Não me lembro nitidamente o último dia que ti vi, só lembro daquela imagem o qual você sabe qual é, e não preciso falar... Lembro perfeitamente você trajando uma camisa xadrez de flanela, calça jeans... - Esta cena vai acompanhar-me pro resto da vida; muito tempo não vai ser, porque tenho certeza que não viverei muito. Sabe que, um dia vasculhando nas suas coisas eu encontrei um caderno que você tinha escrito numa noite de insônia e solidão. Não me lembro de tudo que estava escrito, mas lembro daquele trecho inicial: Eu estou ... - Tenho que agüentar este peso que é lembrar esta frase. Qu...
Plangente
2006-12-02 15:33:15
Quem dera que se cumprisse o meu pedido,e que Deus me concedesse o que anelo!Que fosse do agrado de Deus esmagar-me,que soltasse a sua mão e acabasse comigo!Isto ainda seria a minha consolação,e saltaria de contente na minha dor, que ele não poupa, Por que esperar, se já não tenho forças?Porque prolongar a vida, se o meu fim é certo?Acaso, a minha força é a força da pedra?Ou é de bronze a minha carne?Não! Jamais haverá socorro para mim;foram afastados de mim os meus recursos. (Jó 6:8-13)
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Casto e Confuso
2006-12-02 15:33:15
Criado em uma família cristã protestante, Roberto fora ainda criança, ensinado em todos os preceitos normativos da religião familiar. Em seus dias mais pueris, liam-no e ensinavam-no as Escrituras Sagradas, que devotadamente os pais inculcavam-no as máximas evangélicas. Sua mãe gabava-se ante suas amigas pelo menino que aos quatro anos de idade recitava o Decálogo, a oração do Pai-Nosso e uma dúzia de Salmos. Árduos foram seus dias de adolescência. Recusar convites para festas era o procedimento constante, pois temia que a amizade com seus colegas resvalaria a piedade cultivada desde a rudimentar idade. Assim permanecia fiel a sua consciência, desviando-se daquilo que considerava impuro e nocivo. Constantemente via-se o garoto sozinho nas horas do recreio. Mas o isolamento não o penalizava, antes se inspirava em seus heróis como Moisés e José que veemente não cederam as sedutoras tentações. O pai do rapaz o Sr. Otávio Silva, presbítero da igreja que freqüentavam, amiúde conversava ...
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Olívia
2006-12-02 15:33:15
Em seu rosto a evidência manifesta da deterioração degenerada que não perdoa, antes esgota a derradeira reminiscência da juventude dispersa pelos anos. O glamour provocativo que ostentava, sem poupar os alardes que cultuava a sua evanescente beleza, minguo-a vagarosamente espargindo no chão da vida corrente a efêmera vantagem presenteada. De uma simples ?senhora? não poupou fazê-la sofrer; deleitava-se dos murmúrios sofridos de quem reclamava o que era seu. De seus filhos o choro não atendente. Tens agora a dor que almejaste. Condolência não te será oferecida, pois quem a conhece profusamente juntam-se em bandos para ver-te lastimar. O dourado cabelo, o rubor dos lábios cautelosamente realçado pelos cosméticos que importara, não encobre a patente fealdade estampada no rosto. Setenta anos passados, nem bolo, nem aplausos, nem festa, mas vela acesa pelas carpideiras compradas, pois de nós, nenhuma lágrima verterá pelos nossos olhos.
Rastro do grupo de Orange County
2006-06-09 15:29:00
Vasculhando minhas fotos antigas (e bem antigas) encontrei esta, que pelo tempo e umidade do local está toda embolorada. Vendo a foto, inúmeras lembranças antigas infestaram minha mente, lembranças da época em que não me preocupava com nada a não ser colecionar discos e assistir video-clipe, já que a escola não me comovia em nada, hoje me arrependo. As beiras dos trinta anos (como o tempo passa!); tenho que fazer o que todos os velhos ou melhor amadurecidos pelo tempo fazem, elogiar a juventude. Existem coisas que nos orgulhamos de fazer em nossa juventude, a qual queremos contar pra todos, até mesmo fotos e vídeos que de nossas aventuras que não exitamos em mostrar. Mas nem tudo é motivo de orgulho; pisadas na bola (literal e figuradamente) faz parte dos arquivos da nossa existência. Esta foto está na minha ficha permanente, ou melhor atestado de antecedentes, não criminal mas na categorias de coisas ridiculas que fazemos. Não me acho vítima de um sistema consumista, alienado talve...
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STRYPER
2006-06-09 03:53:00
Neste ano São Paulo será o palco de uma das melhores bandas cristã de hard rock (minha opinião) Stryper. A banda que começou sua carreira em 1983, que se desfez em 1993, que fez sua volta em 2001 (acredito eu) e vai se apresentar no Brasil, esta banda que influenciou inúmeras outras bandas no cenário cristão. A primeira vez que ouvi Stryper foi 1992 no programa Tribo Gospel na rádio Imprensa, lembro de ter gravado uma fita no tape deck, a música que acredito ser Soldier Under Command, logo que ouvi me apaixonei pela banda, na época o rock cristão era o tipo de som que costumava ouvir. Minha prateleira de Cd continha discos do Petra, Whitecross, mas Stryper era diferente talvez pelo seu visual que causou constrangimento, por ser uma banda cristã, já que ver bandas posers era normal já víamos e ouvíamos Mötley Crue, Poison, e outras bandas "cabeludas e maquiadas". Em 1993 fui à Galeria do Rock comprar um LP; Cd naquela época era novidade. Quando perguntei o preço do disco quase não ac...
Ser ou não ser...
2006-04-22 01:49:00
Existem coisas que se repetem incansavelmente, que nos perseguem quando pensávamos já estar desligados destas coisas. Tomarei por exemplo minhas constantes atitudes em relação a mim mesmo: hoje decido que melhorarei aquilo que tenho por cacoete, defeito comportamental, vício, entonação de voz, já que tenho o péssimo habito de falar baixo, decido falar mais alto. Mas todas essas tentativas de mudança acabam no segundo dia das frustrantes tentativas de mudar a realidade da minha existência, talvez pelo não conformismo de ser o que sou, no almejo de ser o que talvez nunca serei, não sei se o vício de termos algum ícone a imitar, ou padrão de ser, faz-nos impulsionar para esta laboriosa resolução da construção do novo ser: o perfeito arquétipo. O vício de espelharmos em figuras estabelecidas, que talvez inconsciente tenhamos tipo por definido por existência pragmática, causa-nos pelo perpétuo fracasso desmaiar-nos de uma possível tentativa de mudança; possa ser válida a expressão ?o lob...
Atrás das árvores ao som do córrego
2006-04-15 05:10:00
A mata fechada dificultava a descida pelo único caminho que permita a descida até onde se ouvia o som do córrego, a vastidão de folhas arranhavam o nosso rosto, descíamos por uma vala que há muito tempo houvera sido aberta e o mato obedecendo a ordem natural crescera novamente, o barro escorregadio devido às prolongadas chuvas de fevereiro era mais um obstáculo para a descida. Chegamos no córrego que nos surpreendeu pelo alto som da enxurrada que torrencialmente desciam do distante morro, a escuridão formada por um telhado de folhas dificultavam a passagem dos raios solares. A água límpida e transparente não se turvara com a pisadura que fizemos em seu leito. Os pés de Ana Cristina imersos na água imediatamente ficaram empalidecidos pela frieza das águas, foi como se ela absorvesse a água que corria, pois todo o seu corpo ficou congelado. Tirei-a da água e a deitei numa clareira que fizera cortando o mato com o facão que houvera trazido; cortei algumas folhas largas que serviram de ...
Janela do ônibus
2006-04-09 03:00:00
Todos os assentos estavam ocupados, várias pessoas em pé comprimiam suas mãos nos ferros para não caírem nas curvas que ônibus convulsivamente fazia. As janelas embaçadas por falta de ventilação transformaram o transparente vidro em uma parede toldada que dificultavam ver os carros e estabelecimentos comerciais que eram deixados para trás no movimento constante do lotação. Quando entrei no ônibus, pensei logo em esfregar a janela, mas senti um pouco de acanhamento diante das pessoas que em pé pareciam me observar. Entrei em uma briga comigo se limpava a janela ou não. Resoluto na minha determinação, coloquei a mão na janela e friccionei com sofreguidão desembaciando o opaco vidro; encharcado com a água, esfreguei a mão na calça para secar. Uma mulher que estava sentada ao meu lado me agradeceu pelo gesto. Senti-me triunfante pelo feito, pois não só beneficiei a mim, mas os outros que relutavam para conseguir ver a localização do trajeto do ônibus. Em instantes me senti enojado pela...
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Hospital
2006-04-09 02:58:00
Sentado no banco de espera do hospital, meu amigo assemelhava-se a rochas milenares, impassíveis de terremotos e decomposição corrosiva. Nenhum movimento no rosto, sua pele como um escudo hermético que o frígido ar que soprava naquela madrugada sequer o sensibilizava, nem ao menos um movimento de suas pálpebras era percebido.Sentado ao seu lado, meu olhar vagueava pelos corredores, paredes, cadeiras, recepcionistas e enfermeiras que transitavam no local, sem um alvo definido que os olhos fixasse; relutava em ver a imóvel aparência do meu amigo daquela forma; pungia-me o coração de vê-lo absorto em sentimentos interiores, escravizado em seu ser.Lembro de meu primo em semelhante estado devido a um espancamento na qual seis policiais lhe dispararam toda espécie de golpes contra seu corpo. Inerte por vários dias, meus tios pensaram que nunca mais veriam falar e se mover outra vez, pois o corpo enrijecido pelos golpes retardava a flexão dos músculos e carne.Enfastiado pelas horas que se ...
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Casa da minha avó
2006-03-29 03:24:00
O farfalhar das folhas do imenso pé de ameixa em frente à sala de visita da casa de minha avó materna, incansavelmente emite um som que pelas horas em que ouço começa a incomodar; o vento pelo seu constante assovio causa-me uma sensação de nostalgia, onde é inevitável não se lembrar de algo longe que vagueia na memória, qual pássaro que procura lugar para aninhar-se.Sentado no antigo sofá bege com costura quadriculado de corvina, gasto pelo tempo, com seu assento fundo e almofadas vermelhas, coberta de uma camada de lã preta como fronha de travesseiro. A sala exala o odor de vic vaporub, pomada minâncora misturado de detefon, cheiro que é constante em casa de gente velha.. Os anos passaram e tudo é idêntico até mesmo o cheiro, é como se o tempo parasse nesta casa.Na minha infância estive apenas um verão nesta casa, mas um verão que marcou a minha vida; hoje com trinta anos as memórias estão tão claras, pois o cenário é idêntico, o piso de taco de cor de cerejeira amarronzado, a cris...
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Mulher
2006-03-27 04:05:00
A singularidade que nos cativa na contemplação do que é belo, poê-nos em dois mundo paralelos: o mundo real das sensações e o fascinante mundo da imaginação. O homem nem sempre se contenta com a aparência do real, seu ser o obriga a levá-lo a imaginar cenas e situações de vivência com o alvo de sua contemplação, quando é impossível a posse do objeto embevecido. Das dádivas concedidas ao homem, o Criador o presenteia com a ímpar figura da mulher. A mulher cativa o homem pelo seu olhar; o extasia pela sua feminilidade, gestos, fala, inteligência e aparência. A natureza humana e o libido existente no homem o ativa nas turbinas pulsantes da paixão, incontroláveis de se dominar tais impulsos o homen se vê diante de sentimentos e sensações nunca imaginadas ou vividas. Estranho no mundo da realidade; absorto em sentimentos interior o eleva ao etéreo mundo das fantasias, onde a dor, tristeza, frustração são palavras desconhecidas. Tal encantamento produzido pela mágica do amor eros o deslig...
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