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DIARIO DE MIM

DIARIO DE MIM
O registo das emocoes vividas por uma mulher de 40
Articles: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7

Articles

Tempo...
2008-06-09 23:37:00
      É tempo de pausa, é tempo de balanço.... o ano  está a chegar ao fim.               para mim está, até já!.  
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A culpa é deles....
2008-06-08 21:57:00
  foto de Jorge Monteiro     Quem me conhece sabe que não gosto de futebol. Não gosto mesmo. Além de não perceber nada das regras, nunca achei grande graça, a tantos rapazinhos andarem a correr atrás de uma bola. Mas isso sou eu…   Por norma quando a selecção joga, eu quase sempre vou dormir. Aproveito para tirar uma soneca. Tal não é o meu interesse…   Mas desta vez não me deixaram dormir, nem durante o jogo e muito menos depois.   Por culpa destes miúdos, não consegui pregar olho.   Já agora podem continuar a ganhar, mas façam menos barulho, sim?   Agradecida!      
Nada tem haver com sexo!
2008-06-06 13:47:00
    Como fã da serie, tinha comunicado ás minhas amigas em Janeiro, que iria ver o filme no dia da estreia nacional. Sexo e a cidade.   Depois de muitas peripécias para conseguir os bilhetes, parecia que toda a gente estava ansiosa para ter sexo. Cheguei à conclusão que ter sexo na minha cidade era impossível, estava tudo esgotado e todas as linhas de reservas para o dito, estavam atulhadas e o respectivo site, só começou a funcionar muito depois do previsto devido à quantidade de pessoas que queriam o sexo.   Nos arredores da cidade ainda se conseguiu ter sexo por alguns minutos e depois tudo esgotado. A CC conseguiu reservar sexo para nós. Ficamos todas satisfeitas, íamos ter sexo nos arredores da cidade. Não era onde tínhamos previsto, mas foi muito bom.   Agradável de se ver, de se recordar e também de relembrar. Estava tudo lá. Os ingredientes para um sexo de sucesso. Gostei. Recomendo a todos, aos que não têm , a...
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Só podia....
2008-06-04 22:57:00
       Domingo de manhã Dia da marginal estar encerrada ao transito, dia do Mexa-se na Marginal. A CC e eu decidimo-nos juntar a um grupo de alunos do nosso ginásio, que iam fazer uma caminhada em marcha muito lenta da curva do Mónaco até ao Jardim de Paço de Arcos. O ponto de encontro era no jardim em Caxias, onde supostamente deveríamos ter estacionado os carros.   Depois da nossa noite de concerto, a CC estava rouca e eu, muito lenta. Escusado será dizer que saímos de casa já muito, mas muito atrasadas. Ao entrarmos dentro do “bito” dou à chave e nem sequer me lembrei que tinha deixado o volume do rádio no máximo.   Resultado, assustamo-nos tal não era o ruído. Nem queria acreditar que tínhamos aguentado aquele som na noite anterior. Não admira que estivéssemos um bocadinho para o surdo…   Conseguimos chegar ao ponto de encontro, com algum tempo de atraso. Mas não fomos só nós havia mais, ufa&hellip...
Juro!!
2008-06-03 23:47:00
      Não, eu não fui. Ao rock em rio.   Mas ouvi o concerto na melhor sala acústica que possuo, o meu carro. Modéstia à parte, eu tenho muito bom som dentro do meu "bito".   Pude fazer o gosto ao dedo, conduzir e ouvir o meu grupo favorito. Já tinha tido a felicidade de os ver há muito anos...   Se no sábado passado,  se viram um carrinho preto a  debitar musica num volume máximo, ( não dava mais) e com duas gajas super divertidas a berrar lá dentro, ali para os lados da ponte 25 de Abril, Cascais e afins, não se assustem...   Era mesmo eu!   Só espero, que não sejam aquelas pessoas que olharam para nós com uma cara de assustadas e outros pensaram que tinhamos vindo do manicómio, mas     Eu e a CC não fazemos mal, somos inofensivas,   juro....      
Não...
2008-06-03 14:37:00
     foto de erol taskoparan       Ela estava cansada, uma lágrima teimosa correu-lhe pelo rosto. Sempre fora forte para atravessar as adversidades da sua vida, mas estava saturada de lutar contra a maré. Estava doente. Sentia-se tão só, tão injustiçada.   Estava sempre disponível para ouvir os outros, para dar a sua opinião sincera quando era pedida. Para ajudar financeiramente ou de outra forma qualquer. Em suma toda a gente estava habituada que ela estivesse sempre ali, disponível e com um sorriso na cara.   Mas ela era humana. Apenas isso. Estava desiludida com a vida, e com as pessoas que gravitavam à sua volta. Ninguém gostava genuinamente dela, também ninguém tinha tido tempo para a conhecer verdadeiramente. Nem reparado na sua transformação provocada pela doença. Estavam sempre tão ocupados com as suas mil e uma actividades e só quando estavam sós é que se lembravam que ela existia.   Ai sim,  ela tornava...
Notinha de rodapé....
2008-06-02 22:37:00
          Eu não sei escrever, não sei mesmo. Nem tenho pretensões a nada.   Estes últimos posts (histórias de mulheres) publicados no aqui no diário, não passam de textos inventados por mim. São uma forma mais ou menos saudável de manter a minha cabeça ocupada enquanto estou confinada em casa, com mais uma crise da minha querida “braboleta”.   Por isso, tudo que possam ser semelhanças com a vida real, não passam disso mesmo coincidências. Nenhuma destas mulheres existe na realidade, são apenas projecções de daquilo que vejo, leio e oiço. Algumas são muito familiares, outras nem tanto. Todas fazem parte de mim, e do meu “fitness” criativo.   Já que não posso fazer outro exercício...    
Também era domingo...
2008-06-02 13:27:00
     foto de Konrad Ciok   Sentada no pequeno muro, observava as suas duas filhas a brincar no parque infantil. Acenou-lhes e sorriu. Adorava as suas meninas. Mas se soubesse o que sabia hoje nunca tinha tido filhos. Ou melhor poderia ter tido, mas não nunca nas condições em que vivia. Era tão difícil, suspirou.   Tantos sonhos, só o de ser mãe se realizaram. Agora o resto, ia tentando aceitar o que a vida lhe reservava. Não era nada fácil, tinha dias que queria desistir, baixar os braços. Detestava ser dona de casa, não tinha nascido para limpar, passar a ferro e cozinhar e ter de aturar as exigências do marido, com tão pouco dinheiro.   Ainda bem, que ele agora tinha um emprego novo, pelo menos ganhava um pouco mais, mas por outro lado ela e as miúdas ficavam sem poder sair da povoação onde viviam. Só existia um carro, ele não se fazia rogado em leva-lo para o trabalho com desculpa de não haver transportes. “Egoísta&rdquo...
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A propósito do dia de hoje...
2008-06-01 22:15:00
    No ano passado fui brindada neste dia da criança, com uma prendinha da minha Mamy. Normalmente presenteia-me sempre nesta data. Para ela, sou sempre a sua criança, independentemente da idade que tenha. Lembro-me que me deu uma peça pequenina de prata, para prender num fio de cabedal que tenho há vários anos.   Quando a foi comprar, na nossa loja habitual, o filho do dono estava por ali. É uma criança divertida e muito atenta a tudo o que se passa, o miúdo deve ter agora cinco anos, e percebeu que a Mamy, estava comprar uma coisa, para a criança dela. Até ai tudo bem, ele também recebe lembranças no dia da criança.   Passado algum tempo, eu e a Mamy fomos à loja. O pendente não servia no fio a que fora destinado. Tinha que ser trocada a argola. E o petiz estava por ali também. Nesse dia, estava sentado numa pequena cadeira a ver uns livros. Mas como sempre, muito atento a todas as conversas da gente grande.   Quando explicava porque pre...
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O café
2008-05-30 14:17:00
    Entrou apressadamente no café. Era cliente habitual, todos os empregados a conheciam. Cumprimentou-os e esperou que lhe servissem o café. Ainda não estava atrasada, tinha uma reunião importante. Bateu devagarinho com as suas longas unhas vermelhas no balcão. Estava nervosa, ia se um dia decisivo, era o tudo ou nada. Talvez fosse o seu dia de sorte. Olhou em volta, tudo parecia igual. Serviram-lhe o café. Foi bebendo o café, aos pouquinhos enquanto olhava distraída para dentro do balcão.   De repente deu-se conta, que estava ali um empregado novo. Aquele, ela não conhecia. Era diferente dos outros, a única coisa que o igualava era farda. Era alto, magro com uma tez morena, cabelos compridos presos num rabo-de-cavalo apertado. Tinha um rabiosque bem feito. “ Pena estar de costas” pensou, assim não lhe podia ver os olhos.   Olhou para o relógio, estava quase na sua hora, baixou olhar para dentro da sua mala para procurar a sua carteira e...
Desafio respondido
2008-05-29 19:27:00
  A ilustre bloguista Senhora D. Genny , pessoa que muito considero e que não consigo dizer que não, passou-me este quebra-cabeças,   O desafio é o seguinte:    São-nos pedidas seis palavras para uma “muito curta” biografia (há quem opte por um conceito) e podemos dar-lhes ênfase com uma imagem. Devemos colocar um link para quem nos desafiou e por nossa vez desafiar cinco blogues, avisando-os deste mesmo convite “à valsa”.»       A minha vida resume-se, a uma enorme viagem de grandes batalhas, vividas apaixonadamente e intensamente com uma enorme determinação e com a esperança de um sorriso de muitas cores.     Sei que não são seis palavras, mas é assim que resumo a minha vida. Agora passo este desfio a cinco bloguista, agora é a vossa vez;   CC Visitante Analu lovenox Bianca       Satisfeita? (Sabes que não costumo responder a desafios...)
Gaivota
2008-05-29 12:27:00
      Já há muito tempo, que não acordava a pensar em ti. Mas hoje aconteceu… mas ao contrário do que seria habitual o meu coração não bateu mais depressa. Não sei ainda, se gostei da sensação. O meu coração está aquietar-se e o meu corpo já não te deseja como antes… agora vives, em alguns momentos da minha memória.   Decidi ver a tua foto, a única que tenho guardada no meu arquivo de fotos. Aquela que me envias-te, na primeira vez que “ falamos no msn”, sempre tive fascínio por aquela foto. E tu sabes isso muito bem, nunca te escondi que gostava muito dela. Olhei-a e hoje não me pareceu tão bonita. É apenas mais uma foto entre tantas que tenho.   Sei por experiencia, que é o princípio do fim. Já não tenho saudades de ti ou de nós…apenas existe uma recordação de uma gaivota num cais distante, agora preparando-se para levantar voo, quem sabe se de vez….    
Riscado...
2008-05-28 12:27:00
      Abriu o email como fazia todos dias. Era a sua rotina logo pela manhã. Naquele dia, o servidor estava lento e demorou muito mais que o habitual. Ela enquanto esperava fui buscar um café. Foi bebericando, enquanto lia os títulos.“ Boa, um e-mail da sua amiga casada” pensou, há tanto tempo que não sabia nada dela. Não respondia aos telefonemas, nem ás mensagens electrónicas só esperou que fossem boas notícias.   Começou a ler a missiva, e ficou estupefacta com o seu conteúdo. Nem queria acreditar, estava a ser acusada de a trair com o marido dela. Ela? Logo ela que não suportava a ideia de traição. Se amiga soubesse como ela tinha sofrido, por esse motivo nem pensaria uma coisa daquelas, muito menos fazer aquela acusação de uma maneira tão infame e hipócrita.   Ela nem queria acreditar, que isto lhe estava acontecer. O seu único pecado, era ter sido ouvinte do casal a quando das suas desavenças. Tinha explicado a um ...
Chorava sim...
2008-05-27 12:17:00
       Foto de Magdalena Olek     A porta tinha batido, era sinal que ele tinha acabado de sair. Ela acordou com o barulho. Meio estremunhada, sentou-se na cama. Ainda não se tinha apercebido o que tinha acontecido. Devagarinho foi despertando e tomando conhecimento daquilo que acontecera.   Abanou violentamente a cabeça, não era possível. Ela tinha-se entregado a ele. Tinha feito amor. Ou seria sexo? Ela não sabia. Fora tudo tão rápido tão avassalador e tão intenso que ela não tinha sequer conseguido pensar. Tinha-se deixado levar.   “Droga” pensou, porque raio, ele provocava nela aquele desejo? E, o pior, ela não conseguia dizer que não. Arrepiou-se, um misto de prazer e de raiva apoderou-se dela.   Tinha sido bom, ele tinha feito com que aquela noite fosse inesquecível. Sempre tão dedicado e tão carinhoso, ela deixou-se levar. Primeiro, pelo toque das suas mãos experientes. E depois pelo seu corpo bem torne...
Não vi...
2008-05-25 22:47:00
Fim de semana grande para alguns, para nós. Eu e a CC, infelizmente a Tytas não fez ponte, e não nos pode acompanhar. Fomos para o Alentejo para o casinhoto. A mamy tinha feito propaganda a umas favas com chouriço, favas da horta do Panças, e nós não nos fizemos rogadas. Pelo caminho apanhamos um tempo assim...     mas não quisemos dar muita importância. As favas esperavam por nós… Hum, estavam óptimas. Não chores Tytas, trouxemos algumas para ti, não as comemos todas… lol. No sábado decidimos ir ver o rali, passava perto, mas o tempo estava assim,     Carros vimos alguns, mas vimos muito mais lama e frio. Chegamos ao casinhoto todas encharcadas, parecíamos uns pintos, ou melhor pintas desconsoladas… Valeu a morcela assada e a chouriça e o casqueiro que a mamy tinha para nós, mas desta vez Tytas não sobrou nada. Sorry Domingo, acordamos muito cedo, para aí ás dez da manha. O Panças ficou de fazer de des...
Olhar
2008-05-23 14:34:00
    “Aprendi com o tempo que... às vezes, é preciso esquecer um pouco a pressa e prestar mais atenção em todas as direcções ao longo do caminho. A pressa cega os olhos. E deixamos de observar tantas coisas boas e belas que acontecem ao nosso redor. Às vezes, o que precisamos está tão próximo... Olhamos, mas não vemos. Não basta apenas olhar. É preciso saber ver com os olhos, olhar com a alma e apreciar com o coração.”       Esqueci-me disto tantas vezes, e agora é tarde e o pior é que não fui só eu....    
Carro prático
2008-05-22 15:17:00
      Um deste tipo dáva-me jeito, talvez um bocadinho mais bonito... Se alguém souber onde se vende diga...     eu estou interessada e muito...
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Vale a pena ver
2008-05-21 19:27:00
  Recebi este video por email,  resolvi partilha-lo     é muito engraçado! Eu gostei, espero que vocês também...    
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Assim
2008-05-21 11:17:00
    foto de alina manolache        estou num abismo de emoções e contradições, numa espiral de sentimentos   se nuns dias digo que não noutros quero e muito...       sinto-me perdida...  
Será?
2008-05-19 14:00:00
        ;      &nbs p;      &nb sp;      &n bsp;      & nbsp;               ;      &nbs p;      &nb sp;      &n bsp;      & nbsp;               ;      &nbs p;      &nb sp;      &n bsp;      & nbsp;   foto de Graça Loureiro   Não posso dizer que não tenha gostado. Não, até foi muito agradável.Gostei bastante da tua companhia, mas ainda cedo. Gostei, acredita.   Tu não tens culpa, chegas-te numa altura da minha vida, que estou e luto. Preciso arrumar o meu cor...
...
2008-05-16 15:29:00
  Apetecia-me fazer isto a certos homens que conheço! E depois simplesmente esquecer-me .     A ver se gostavam...    
Apetecia!
2008-05-14 18:37:00
          Isto é o que dá vontade de fazer algumas vezes a algumas pessoas.   Não é sempre, mas às vezes apetecia tanto!!        
Recadinho
2008-05-13 18:34:00
            é o que eu faço a comentários anónimos, desconstextualizados e insultuosos.         Ainda não percebi, qual é o gozo. Falta do que fazer, ou covardia? Para mim é mesmo a segunda.          
Apenas um vício...
2008-05-13 01:14:00
      “Quando amamos alguém, ou melhor, nos apaixonamos por alguém, por que é que nos apaixonamos verdadeiramente? É uma ideia da pessoa amada, ou é a pessoa propriamente? Talvez só sejamos capazes de viver com as nossas ideias. Talvez sejam sempre as nossas ideias que amamos.”   Lars Gustafsson     - Mas chegas-te a ama-lo?   Passei os dedos pelo bordo do copo, suspirei e respondi,   - Sabes que não sei. Pensei que sim mas, hoje acho que não. - Então? - Ele não era nada daquilo que eu gosto ou aprecio. O sexo era óptimo, mas…   Sorri, e pensei era mesmo bom. Era das poucas coisas em que nos entendíamos.   - Mas? - Sabes maninho, li algures algo que me fez pensar. - … ? - Acho que me apaixonei, pela ideia de ter alguém que gostasse de mim. Mas na realidade, estive sempre sozinha. Eu não o amei, gostava dele à minha maneira. Depois tornou-se um vício. Guerra, guerra e paz. Sexo do bom e mais...
Um dia tranquilo...
2008-05-11 18:27:00
  Comecei o dia, a pensar que não devia estar muito boa da cabeça. Sábado, levantar-me cedo? Pois, mas o que é prometido é devido. E tinha dito à CC que ia com ela à aula de Thai Chi. Boa, eu não gosto desta modalidade, as vezes que tentei fazer uma aula, fiquei sempre com a sensação de que tinha um braço a mais e uma perna a menos. Enfim… combinado é combinado.   Hunff, 9.00h e está a chover…ainda por cima, não é no nosso ginásio é no novo. Toca a despachar, mas a preguiça era imensa…   A aula até não correu muito mal, mas continuo na minha, tenho membros a mais. Não sei se quero voltar. Como ainda era cedo, fomos andar na passadeira e por a conversa em dia. Andamos para ai uns quarenta minutos, já estávamos quase estafadas. (Eu disse bem, quase…)   Enquanto estávamos ...
Chatice...
2008-05-09 22:17:00
      Que chatice, tudo engarrafado. Logo naquele dia, em que ela tinha que ir buscar o meia-leca mais velho à escola, para ir ao dentista. Bateu com os dedos no volante, que aborrecimento. Às sextas-feiras é sempre assim, para,arranca. Suspirou.   Repensou o que ainda tinha que fazer, nesse dia. Dentista com o mais velho, ir buscar o meia-leca mais novo ao infantário, ir ter com o seu pai para jantar, e depois levar as crianças a casa do ex-marido. Felizmente era o fim-de-semana dele, sempre poderia descansar um bocadinho. Ligar ás amigas, não se podia esquecer. Sorriu com sorriso maroto, e quem sabe namorar.   O trânsito começou lentamente a andar, e ela achou que talvez chegasse a tempo, ela que era uma atrasada. Voltou aos seus pensamentos. Pois, namorar mas com qual? Porque diabo, tinha de ser diferente? Dois pretendentes? E o pior é que ela gostava dos dois. Encolheu os ombros, e a...
A música
2008-05-08 23:07:00
        Aceitei o teu convite, fui conhecer a tua casa. Pequeno espaço, divertido e bem masculino. Impera as cores claras, em contraste com o escuro dos poucos móveis. Almofadas espalhadas pelo chão. A aparelhagem é o teu orgulho. E a música clássica a tua paixão. Já não me lembrava.   Serviste-me de vinho tinto, e sentei-me no chão encostada ao sofá, como dantes fazia. Sorris-te e perguntáste-me se me lembrava do que estava a tocar.   Fiquei surpreendida, a “ nossa música”, já não a ouvia há tanto tempo. Era a que ouvíamos juntos depois de qualquer momento de crise. “ o nosso equilíbrio” costumavas dizer.     Soube-me tão bem ouvi-la, mantivemo-nos calados depois de ela terminar. Os anos passaram mas há coisas que nunca mudam, e a paz que esta melodia, ainda nos traz é impr...
Talvez...
2008-05-07 20:47:00
    Nem queria acreditar, estavas sentado no meu sofá. Tinha imaginado esta cena na minha cabeça, tantas vezes. Agora era bem real. No filme que fiz ao longo dos anos, eu estava no mínimo lindinha ou apresentável. Não descalça, de óculos na ponta do nariz, cabelos presos com um lápis, e de camisola velha enorme, nada bonita, mas confortável. Também não te esperava, nunca num milhão de anos, poderia sequer imaginar, quando tocas-te à minha porta, fosses tu. Quando abri a porta nem queria acreditar, eras mesmo tu. Fiquei queda e muda.   Perguntas-te se podias entrar, acenei com a cabeça. Ficamos parados e calados a olhar-nos como se os nossos olhos tivessem a explicação para tantos anos de ausência. Já não sei, se foste tu que me abraças-te, ou se foi iniciativa minha, mas foi intenso. Tinha sabor de saudad...
Acordar
2008-05-04 23:07:00
    Fechou violentamente o telemóvel. Uma lágrima teimava em rolar pela cara. Mordeu o lábio. Respirou fundo. Não podia chorar, não ali. Estava no seu local de trabalho. Mas era mais forte que ela, estava farta. Saturada daquela situação estúpida, em que vivera os últimos anos da sua vida. A outra.   Se alguém alguma vez, lhe disse-se que iria estar naquela situação, diria que era delírio, ela com um homem casado? Nem pensar… e na realidade, era isso mesmo que tinha acontecido. Ela era a amante.   Levantou-se de salto, precisava de ar… abriu a porta para o terraço e foi até ao muro, as lágrimas corriam agora livremente pela face. Estava tão cansada. E mais uma vez, ele à última da hora tinha desmarcado a noite de sexta-feira, dando uma das suas habituais desculpas. Qual foi mesmo a desta vez? J&aa...
O sonho...
2008-05-01 20:17:00
Entrou na carruagem do comboio, e sentou-se no seu lugar habitual. Encostou a cabeça à janela, e fechou os olhos e suspirou. “Era novamente sexta-feira”, pensou. Dantes adorava esta hora, aquele bocadinho só dela, entre a saída do trabalho e a chegada a casa, mas agora… estava tão cansada, cada vez mais detestava os fins-de-semana.   A única coisa que lhe apetecia, era desaparecer e só voltar na segunda-feira, poderia ser que assim pudesse evitar, o périplo pelos supermercados, o mau humor constante do marido e as suas constantes zangas com a filha e com todo o mundo. Que seria feito do homem carinhoso por quem ela se apaixonara? Estava tão diferente, tão controlador. Mal conversavam e quando o faziam acabava sempre por ela se calar,  a violência das suas palavras magoavam-na. Será que ainda ao amava? Não. Não sabia, não queria pensar nisso agor...
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