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O Melhor Amigo

O Melhor Amigo
Uma relação de atenção e interesse... (isto agora não interessa nada mas obrigaram-me a escrever pelo menos 40 caracteres para descrever o blog e pronto, espero que isto chegue)
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Articles

língua morta 028
2012-05-30 23:25:00
TANTA COISA POR DIZER, de Jean Cocteau com selecção e tradução de Inês Dias e capa de Adriana Molder [100 exemplares, 48pp., 9?] pedidos: edlinguamorta@gmail.com -
In Situ, recensão crítica de António Guerreiro
2012-05-28 23:33:00
(clica com o botão direito e escolhe «Abrir a ligação numa nova janela»)
Detachment (2011)
2012-05-26 20:08:00
8/10
E-mail para Carlito Azevedo
2012-05-25 19:51:00
rapaz, mas está tudo tão sériotudo tão carteira da frentesem sol, sem Rio, sem genteessa falta de imaginação, que mistério!tudo carece dessa leveza bonitaque em nossas leves veredas levita(os passos da deusa sempre acesa,uma garota sempre de Ipanema,sempre sol, sorvete, praia, cinema)são tantos tontos em ponto de tristezapor um lugar na mídia ? toscos teachersversão brasileira Herbert Richerse são tantos tiques ? todos: traça ?é tanto poeta pedante (eu só podia ?que mania! ? estar falando de poesia)é? o Brasil está perdendo a graça?mas alguém de longe grita: ? alea jacta est,Coca-cola is the best!- Fabiano Calixtoin Sangüínea, Editora 34
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Domingo
2012-05-25 02:38:00
Peço-te notícias tuas e da pouca gente que interessa. E auguro-te uma possibilidade de saída. Sei que nunca serás afogado por santaréns e isso assegura-me no que respeita à viagem de que participamos nós dois e uns tantos mais que resistem como se pode e quanto se deve. Deixa os papagaios com os seus joguinhos de paciência. Nunca aprenderão nada que já não saibam e o que sabem é o lixo da Consciência Geral. Escreve.- Manuel de CastroEste domingo, às 17h, no Paralelo W, vamos lembrar o poeta e ler o livro do princípio ao fim.-
Quarto 312
2012-05-24 03:44:00
Só, num quarto de hotel. Nem janela.E fosse como fosse, lá fora, não verias maisdo que uma das mais tristes. Coimbra...Não é propriamente uma visão do outro mundo.Mas lá está e, até aqui, tudo foi bem. Ou quase.Deixemos esquecidos aqueles quede outro modo nos fariam cúmplices.Rasguei a cara, mostrei os dentes todos.Um encanto. E a razão foi de novo essaque a uma hora destas se arrependede tudo: dos encontros e das boas intençõescarregando o saco de inúteis explicações.Que esperavas? Agora ouve-la a noite inteirabufando a essa sombra que estampasno papel de parede, grosseiro como o resto.Seguras a caneta, sublinhas um suspiro,as reticências, um não-vim-cá-fazer-nada.Os piores poemas são estas coisasincomodadas, que te olham com umacerta indignação: que direito tinhas tu?Vai dormir, palhaço, não te envergonhes.-
língua morta 027
2012-05-24 01:33:00
18 DE ABRIL,de Manuel de Freitas(capa de Inês Dias / desenho de Luís Henriques)[100 exemplares (numerados e assinados pelos autores, 16pp., 10?]um exclusivo PARALELO W-
The slap (2011)
2012-05-23 01:58:00
7/10
Estranho de mim mesmo
2012-05-22 00:41:00
Tornei-me um estranho de mim mesmoO ritmo dos passos e o risoO instante. Um estranho de mim mesmo.De ombro na ombreira arrastando o tempoO emprego, uns namoros, gramar reuniõesConversas com os amigos, a olhar. De ombro na ombreira.O mundo lá fora encasulou-se. Os desfiladeiros das ruasApertam-se e o verão a abrir em sonhosLá fora o belo mundo encasulou-se e tece desvarios.Ninguém discute. O vinho de azedas golo a golo.As notícias de fora no bolso do casaco. Os inimigos pessoaisVão morrendo. E eu tão manso. Não discuto.Não gosto muito de viver assim. Mas a políticaNão me deixa morrer. Precisa-se aindaDos insubstituíveis. E assim vou vivendo.- Robert Schindel(tradução de João Barrento)in Telhados de Vidro, n.º11, Averno
Fragmento (narrativa)
2012-05-21 13:12:00
ao Laureano, in memoriam«A democracia manda-nos falar e eu murmuroexcita-nos ao grito e silencio. Depois a tiraniaobriga a segredar. Então eu falo.Impõe-nos o silêncio. É quando grito».Assim ele ia, nestas lucubrações, em grande perigode estranhamento e dor sob o céu baixodas nuvens suburbanas. «De mim sai o silênciocomo um grito». E caminhava. Nomes bárbarosde indústrias e comércios seguiam-lhe o andar(«são nomes de demónios?, de gigantes?») e as fachadasirradiavam luzes de obscuros interiores.Assim ele ia atento, regressando, em grande perigo.«Não falo a vossa língua, não pertenço a esse códigopor todo o lado oculto, o Livro não escritode onde saem ordens e discursos criminais».Assim ia em combate, contrapondo voz humanaa seduções difusas e palavras-talismã.E entretanto Outono, o fim da tarde. «A inteligênciacomove-se a olhar seu próprio tempo». Alteou-se-lhede súbito o esterno, um arco tensosobre a democracia. «Não seja nunca o sonhoa comandar a vida. Que a voz que em mim compõem...
Take shelter (2011)
2012-05-21 01:35:00
7/10
Estilhaços, infância
2012-05-20 22:21:00
Era a infância, eram cenas de morteEnforcaram-me o pai ? primeira parte.E veio a mãe do campo de concentraçãoPassou-me a mão pelo Eu, mas eu já nãoEstava lá, deambulava por paixõesDesmoronaram-se as escolas, fortalezasDa vida. E os ventos de rebeliõesNasceram delas, e ondas de fraquezasE fui cair entre os filhos do HomemDepressa tive sonhos avermelhadosBeijos de camaradas com palavras de ordem.Vão até à infância as sombras de futuroDas árvores de Marx e Lenine, toldando-me o presente:Hoje fumo e faço filhos com as pedras ancestrais.- Robert Schindel(tradução de João Barrento)in Telhados de Vidro, n.º11, Averno
língua morta 029
2012-05-19 16:00:00
IN SITU, de Inês Dias com quatro desenhos de Daniela Gomes [300 exemplares, 52pp., 12?] pedidos: edlinguamorta@gmail.com
hábitos: reticências e parêntesis
2012-05-19 14:08:00
As reticências, essa chuva que cainuma tarde como tantas, num lugarquase branco, entre o verde e o mar,com cimento, alcatrão e alumínio.Chove e estão cara a cara, como num filme.Partilham topónimo e nome de baptismo,a cumplicidade de quem não é senãosaudades, infância, o buril da alegria.Parêntesis onde cabem um apertode mão e a tímida troca de sorrisos.A lei é sempre este pouco de família.Sai e ao sair, aviltado, porque semprese considerava vítima, atirou-separa o carro, o mesmo que o constrangeraàquela visita. Pôs a chave o rádioem on e a voz de um escritor a dizerde si, no tom gorduroso dos sacos dolixo, trouxe-lhe a barriga cheia dessesreis das coisas tristes, as muitas maneirasde doer sem antídoto, a indiferença,a mentira que num repente se mudaem riso. Sinal de que a revoltaparou e de que a chuva chegou ao fim.- Carlos Bessain Em partes iguais, Assírio & Alvim
Já ninguém foge
2012-05-18 03:58:00
Não há quem me acorde, e sofro maisde noite entre sonhos já fracos,magoados de tanto absurdo e uma genteque mal me quer, mas olha muito e dizde novo tudo, outra e outra vez.Tenho este quarto, eu e uma garrafade soro, lâmpada que pinga e espalhalentidão sem romper nem queimar.Levanto-me quantas vezes? Sintovidro no sangue e cada gesto destróio seu alcance.De barriga para o alto, no chão, as latasde cerveja e o rádio perdidos de riso.O cinzeiro espera. Pilhas de cartas,livros inúteis e cadernos. Tintaentornada e uma juventude sófedendo a suicídio e glória.Se, enfim, já não espero grandezas,então digo-me: deixa a caneta, não maces.Melhor largado o verso, só a desistênciae sair, só.Caminhos por onde o dia leva tudo,projectos, grandes ideias e ritmos desusto para quem sempre ficade fora. Essa narrativa ofegante,um caos com pormenores líricos, leves,imprecisas cadências. A única músicaque ainda suporto. Engrenagemdas coisas que ouço, flores vagarosase o voo zonzo de uns pontos nessecalor ...
A solidão
2012-05-17 19:15:00
Se me ausento alguns diasos pombos que debicamno parapeitoficam agitadossegundo as suas obrigações corporativas.Quando regresso a ordem é refeitacom um suplemento de migalhase desapontamento do melro que vai e vementre o venerado vizinho da frente e eu.A tão pouco se reduz a minha família.E há quem tenha uma ou duas, ai de mim, que desperdício!- Eugenio Montale(tradução de José Manuel de Vasconcelos)in Poesia, Assírio & Alvim
Cá e lá
2012-05-17 01:46:00
Há muito tempo que estamos a ensaiar a representaçãomas o problema é que não somos sempre os mesmos.Muitos morreram já, outros mudam de sexo,mudam de barba de cara língua ou idade.Há anos preparamos (há séculos) os papéis,a tirada de fundo ou apenas?senhor, a mesa está posta? e nada mais.Há milénios esperamos que alguémnos aclame no proscénio com aplausosou mesmo com algum assobio, não importa,desde que nos reconforte um nous sommes là.Infelizmente não pensamos em francês e assimficamos sempre no cá e nunca no lá.- Eugenio Montale(tradução de José Manuel de Vasconcelos)in Poesia, Assírio & Alvim
A viagem
2012-05-15 02:27:00
Quem é alguém que caminhatoda a manhã com tristezadentro de minhas roupas, perdidoalém do sonho e da rua?Das roupas que vão crescendocomo se levassem nos bolsosdoces geografias, pensamentosde além do sonho e da rua?Alguém a cada momentovem morrer no longe horizontede meu quarto, onde esse alguémé vento, barco, continente.Alguém me diz toda a noitecoisas em voz que não ouço.? Falemos na viagem, eu lembro.Alguém me fala na viagem.- João Cabral de Melo Neto
As carpideiras
2012-05-14 02:01:00
As carpideiras oficiais seguem o vosso entêrro imaginário,depositam flôres no mausoléu futuro.Estão lívidase seus olhos de pedra choram como fontes.Pairam sôbre os leitos. Nos seus ombrosrolam os cabelos mortuários.Elas vos oferecem os salmos da agonia,escrevem os vossos bilhetes suicidas,dão-vos a cerveja fatal, mostram o revólver no espelho.Estão juntos de vós como convivasdo mesmo almôço, bebem no mesmo copo,confrontam vossos cronômetros. São lúcidas.No poço do caminho vos esperam,vestidas de crepúsculo.- Bueno de Rivera
Teatro e Cultura
2012-05-10 01:35:00
Nunca, até agora que estamos a assistir ao desaparecimento da própria vida, tanta controvérsia houve sobre civilização e cultura como a que hoje em dia se nos depara. E um curioso paralelo se verifica entre esta decadência generalizada da vida, que está na raiz da nossa desmoralização actual, e o vivo interesse que testemunhamos por uma cultura que jamais coincidiu com a vida, uma cultura concebida antes para a tiranizar.Antes de prosseguir nas minhas considerações sobre cultura não posso deixar de observar que o mundo enferma de fome e ignora a cultura e que a tentativa de reconduzir à cultura um pensamento ocupado apenas pela fome é um recurso por completo artificial.O que acima de tudo importa, assim me parece, é não tanto defender uma cultura cuja existência jamais excluiu a fome e libertou o homem da preocupação de uma vida melhor, como extrair daquilo que se denomina cultura umas quantas ideias vectoriais cuja energia motriz equivalesse à da fome.Antes de mais...
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Poema
2012-05-09 13:45:00
Café instantâneo com natas ligeiramente amargase um telefonema para o alémque não parece estar a aproximar-se.«Ah pai, quero ficar bêbedo muitos dias»da poesia de um novo amigoa minha vida precariamente sustida nas mãosvidentes de outros, as suas e minhas impossibilidades.É isto amor, agora que o primeiro amorfinalmente morreu, no qual não havia impossibilidades?- Frank O'Harain Vinte e cinco poemas à hora do almoço, Assírio & Alvim
língua morta 026
2012-05-08 23:27:00
TUDO ISTO PARA FALAR DA NOITE,Antologia Poética de Emanuel Jorge Botelhocom prefácio e selecção de Manuel de Freitas e capa de Urbano[200 exemplares, 48pp., 9?]pedidos: edlinguamorta@gmail.com
A esfinge
2012-05-08 15:50:00
Ofélia tem os cabelos tão pretoscomo quando casou.Teve nove filhos, sendo quetirante um que é homossexuale outro que mexe com drogas,os outros vão levando no normal.Só mudou o penteado e botou dentes.Não perdeu a cintura, nemaquele ar de ainda serei feliz,inocente e malvadana mesma medida que eu,que insisto em entendera vida de Ofélia e a minha.Ainda hoje passou de calça compridaa caminho da cidade.Os manacás cheiravamcomo se o mundo não fosse o que é.Ora, direis. Ora, digo eu. Ora, ora.Não quero contar histórias,porque história é excremento do tempo.Queria dizer-lhes é que somos eternos,eu, Ofélia e os manacás. - Adélia Prado in Com licença poética, Cotovia
A rosa mística
2012-05-08 13:48:00
A primeira vezque tive a consciência de uma forma,disse à minha mãe:dona Armanda tem na cozinha dela uma cestaonde põe os tomates e as cebolas;começando a inquietar-me pelo medodo que era bonito desmanchar-se,até que um dia escrevi:?neste quarto meu pai morreu,aqui deu corda ao relógioe apoiou os cotovelosno que pensava ser uma janelae eram os beirais da morte?.Entendi que as palavrasdaquele modo agrupadasdispensavam as coisas sobre as quais versavam,meu próprio pai voltava, indestrutível.Como se alguém pintassea cesta de dona Armandame dizendo em seguida:agora podes comer as frutas.Havia uma ordem no mundo,de onde vinha?E por que contristava a almasendo ela própria alegriae diversa da luz do dia,banhava-se em outra luz?Era forçoso garantir o mundo,da corrosão do tempo, o próprio tempo burlar.Então prossegui: ?neste quarto meu pai morreu.Podes fechar-te, ó noite,teu negrume não vela esta lembrança?.Foi o primeiro poema que escrevi.- Adélia Pradoin Com licença poética, Cotovia
Irmandade
2012-05-07 22:25:00
Homenagem a Claudio PtolomeoSou homem: duro poucoe a noite é imensa.Mas olho para o alto:as estrelas escrevem.Sem o entender compreendo:também sou escriturae neste mesmo instantealguém me soletra.- Octavio Pazin Piedra y sol, Visor
Anátema
2012-05-07 14:54:00
Porque eu tinha saibro antigo, orvalho arcaicoNas sobrancelhas, vinho na garganta do meu pássaro e porqueUm mais um são dois, como duas armas, duas mulheres,Duas pedras brancas sobre a cabeça de cada homem avisado,Porque não houve nenhuma ferida deste lado do rio,Houve pontes, ervas medicinais e paz, e porqueEu beijei a terra doce com os meus grossos lábios neolíticos,Porque eu tirei do inferno a minha flauta e toquei-aÀ minha maneira, assustando nuvens e corvos, porqueSemeei a minha sombra no sol, e porqueTinha lume na minha lança, centeio no cabelo, fios de cinzaEm igrejas, em tempos, em sepulturas, porque eu tinha sangueE a minha flauta de folhas falava, eles amaldiçoaram-me.- Azem Shkreli(tradução de Luís Filipe Parrado)
Queixa do Historiador
2012-05-06 16:42:00
No quarto livro dos Annales Tácito queixa-sePela duração do tempo de paz, mal interrompidoPor disputas fronteiriças pueris, com a descriçãoDas quais precisa contentar-se, cheioDe inveja de seus predecessoresQue tiveram à disposição guerras mamutesCom imperadores à frente, exigindo uma RomaSempre maior, povos subjugados, reis cativosRevoltas e crises de estado: material dos bons.E Tácito desculpa-se junto a seus leitores.Eu, por minha vez, dois mil anos depois dele,Não preciso desculpar-me e não possoQueixar-me da falta de bom material.- Heiner Müller(tradução de Ricardo Domeneck)in Modo de Usar & Co n.º2, Beringela
Homem do Lixo
2012-05-04 16:44:00
O último a chegar à festa temcomo castigo varrer o lixo,o subproduto da embriaguezorganizada. Não é justo neminjusto, é a lei dos retardatários.A essa hora já os gastos foliõesmergulham no sono que se seguea toda a felicidade, cientesde que irão acordar ressacadosmas contentes por terem feito tudoo que era humanamente possívelpara se divertirem uma última vez.Sozinho no recinto, o retardatáriodança com a sua vassoura,recolhe sobriamente os detritosa exaltação ? preservativos,cartazes, garrafas vazias ?e consola-se com a mentirade ter sido poupado à desilusão.Findo o trabalho, tem ainda tempopara se apiedar dos vindouros,que da festa não terão sequer notícia,que nunca poderão participarsequer remotamente em algotão aparentado com a esperança.- José Miguel Silvain Ladrador, Averno
desgosto
2012-05-03 13:19:00
raramente se descreve. É, de certo modo, a expressão de uma clandestinidade. Não regressamos como regressamos à memória da paixão ou do desejo. É sempre o desgosto que regressa a nós. Não se revisita o que nos desgostou. Por vezes, tentamo-lo, mas somos repelidos. Porque há nessa revisitação um sarro, o «gosto amargo» do vómito. Só o lugar-comum o revela na sua vulgaridade. O desgosto subtrai: palavras, risos, lágrimas. Emudece, não para aproximar, como no amor, mas para afastar. Este movimento, no entanto, não gera uma viagem. É quase um enfado. O sinal de uma persistência incómoda. Alguns dizem: os desgostos matam:há quem viva perdas menores como tragédias.Figuras do desgosto: calúnia, inveja, traição, mentira.Figuras da tragédia: morte, Deus, injustiça, mal.- Rui Nunesin Barro, Relógio d'Água
Louie (1ª temporada)
2012-05-03 01:15:00
8/10
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