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O Que Sentimos - Fernando Pessoa
2008-02-24 21:02:00 O que sentimos, não o que é sentido, É o que temos. Claro, o inverno triste Como à sorte o acolhamos. Haja inverno na terra, não na mente. E, amor a amor, ou livro a livro, amemos Nossa caveira breve. – Uma Sementinha… - Plantei uma semente em meu coração, regada a muitas lágrimas, água e ...
Poema do dia - Fernando Pessoa
2008-02-10 01:38:00 "Há um tempo em que é precisoabandonar as roupas usadas,que já têm a forma do nosso corpo,e esquecer os nossos caminhos,que nos levam sempre aos mesmos lugares.É o tempo da travessia...e se não ousarmos fazê-la,teremos ficado, para sempre,à margem de nós mesmos. "
By: In Versus
Pensamentos - Fernando Pessoa
2008-01-16 03:21:00 "Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens." (Fernando Pessoa)Ver outros textos e poesias de Fernando Pessoa
By: In Versus
Sonnet 1 (from 35 Sonnets) - Fernando Pessoa
2007-11-30 02:33:00 Wheter we write or speak or are but seenWe are ever unapparent. What we areCannot be transfused into word or mien.Our soul from us is infinitely far.However much we give or thoughts the willTo make our soul with arts of self-show stored,Our hearts are incommunicable still.In what we show ourselves we are ignored.The abyss from soul to soul cannot be bridgedBy any skill or thought or trick for seeing.Unto our very selves we are abridgedWhen we would utter to our thought our being We are our dreams of ourselves, souls by gleams, And each to each other dreams of others' dreams.Fernando Pessoain Poesia Inglesa
By: Nothingandall
72º. Aniversário da morte de Fernando Pessoa
2007-11-30 02:23:00 Faz hoje 72 anos que Fernando Pessoa faleceu em Lisboa. Um dos maiores poetas de todos os tempos, tão grande que não cabendo em si teve de criar vários, sob os seus heterónimos. Por este blog dispersam-se (pequenos) fragmentos da sua obra.Assim podem ler:TabacariaLiberdadeIntervalo- - Bernardo SoaresO guardador de rebanhos - X (Alberto Caeiro)O guardador de rebanhos - XXI (Alberto Caeiro)O guardador de rebanhos - XXVIII (ALlberto Caeiro)O Tejo é mais belo ...Não sei se é sonho se é realidadeOdes - Ricardo ReisCruz na porta da tabacariaFragmentos do Livro do desassossego - Bernardo SoaresAfinal a melhor maneira de viajar é sentir...Todas as cartas de amor são...Se te queres matar ...Dai-me rosas e lÃrios...Sou vil, sou reles como toda a gente...Não sei se é amor que tensO que há em mim é sobretudo cansaçoMar portuguêsOde marcial - hLycanthropyConselhoPara além da curva da estrada (Alberto Caeiro)Sopra demais o ventoPoema da Canção sobre a EsperançaSoneto 1 de 35 s...
By: Nothingandall
Soneto I (de 35 Sonetos) - Fernando Pessoa
2007-11-30 02:06:00 Na escrita, na voz ou na aparênciaJamais nos revelamos. Nosso serNem palavra ou semblante o vão dizer.De nós a alma longe em permanência.Por mais que a vontade ao pensar dermosDe, por artes, sermos revelados,Os corações se quedam encerradosE no que nos mostramos, escondemos.Abismo de alma a alma intransponÃvelNão há pensar ou arte que o desfaça;Distantes de nós mesmos, impossÃvelNosso ser ao pensamento revelar.Sonhos de nós, a alma em clarões passaE um noutro se vê em seu sonhar.Fernando António Nogueira Pessoa (n. em Lisboa, a 13 de Junho de 1888 — m. em Lisboa a 30 de Novembro de 1935). in 35 SonnetsPoesia Inglesa (I) - edição e tradução de LuÃsa Freire - AssÃrio Alvim, Março de 2000
By: Nothingandall
Guida turistica per la città di Lisbona con Fernando Pessoa, Notizie di cro
2007-11-12 14:54:00 Fonte: Ultime Notizie Oggetto: Guida turistica per la città di Lisbona con Fernando Pessoa Inviato: Mar Nov 13, 2007 12:54 am (GMT 11) Alla capitale portoghese lo scrittore Femando Pessoa dedicò una piccola guida, andata esaurita nell'edizione originale: "Lisbona· Quello che il turista deve vedere". Noi cominciamo dai quartieri storici. Lisbona è chiamata la città bianca, grazie alla luminosità unica che la caratterizza. La luce, il panorama e il clima invitano a meravigliose passeggiate per meglio apprezzame la bellezza. I quartieri storici del centro città sono una tappa obbligatoria per chi visita la capitale del Portogallo. Tipico e popolare, il Bairro Alto si è aperto alla modernità con i suoi negozi di vestiti e di designo Attnosfere sofisticate rendono invece il Chiado punto di incontro privilegiato per giovani, artisti e intellettuali. Nella Baixa, tradizionale centro commerciale della città, si trova una grande concentrazione di negozi; lungo l'Avenida da Li...
By: Ultime notizie
O Amor, Quando Se Revela - Fernando Pessoa
2007-10-31 06:25:00 O Amor, Quando Se Revela - Fernando Pessoa O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p’ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há-de dizer. Fala: parece que mente… Cala: parece esquecer… Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse Pra saber que a estão ...
Não Sei Quantas Almas Tenho - Fernando Pessoa
2007-10-30 07:48:00 Não Sei Quantas Almas Tenho - Fernando Pessoa Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não atem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do ...
O Corvo ? Fernando Pessoa
2007-10-27 21:59:00 O Corvo ? Fernando Pessoa (Tradução) Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste, Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais, E já quase adormecia, ouvi o que parecia O som de algúem que batia levemente a meus umbrais. “Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais. É só isto, e nada mais.” Ah, que bem disso ...
Fernando Pessoa
2007-10-24 23:59:00 Fernando Pessoa Onde você vê um obstáculo, alguém vê o término da viagem e o outro vê uma chance de crescer. Onde você vê um motivo pra se irritar, Alguém vê a tragédia total E o outro vê uma prova para sua paciência. Onde você vê a morte, Alguém vê o fim E o outro vê o começo de uma nova etapa… Onde você vê ...
49.000 - Mais uma vez Bem-Hajam
2007-09-05 19:05:00 Dona Rosa, Dona Rosa,Quando eras inda botãoDisseram-te alguma cousaDe flor não ter coração?Dona Rosa, Dona RosaDe que roseira é que vem,Que não tem senão espinhosPara quem só lhe quer bem?Fernando Pessoa - Quadras ao gosto popular encontradas aqui!
Na noite terrível, substância natural de todas as noites - Álvaro de Campo
2007-07-13 14:41:00 Na noite terrível, substância natural de todas as noites,Na noite de insónia, substância natural de todas as minhas noites,Relembro, velando em modorra incómoda,Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.Relembro, e uma angústiaEspalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.O irreparável do meu passado ? esse é que é o cadáver!Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,Na ilusão do espaço e do tempo,Na falsidade do decorrer.Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;O que só agora vejo que deveria ter feito,O que só agora claramente vejo que deveria ter sido ?Isso é que é morto para além de todos os Deuses,Isso ? e foi afinal o melhor de mim ? é que nem os Deuses fazem viver ...Se em certa alturaTivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;Se em certo momentoTivesse dito sim em vez de não, ou não em ve...
By: Nothingandall
Fernando Pessoa ... dá-nos uma lição de gestão !
2007-06-27 08:54:00 «Toda a teoria deve ser feita para poder ser posta em prática, e toda a prática deve obedecer a uma teoria. Só os espíritos superficiais desligam a teoria da prática, não olhando a que a teoria não é senão uma teoria da prática, a prática não é senão a prática de uma teoria. Quem não sabe nada dum assunto, e consegue alguma coisa nele por sorte ou acaso, chama "teórico" a quem sabe mais, e, por igual acaso, consegue menos. Quem sabe, mas não sabe explicar, isto é, quem afinal não sabe, porque não saber explicar é uma maneira de não saber, tem rancor a quem explica por instinto, isto é, sem saber que realmente sabe. Mas, em ambos os casos, para o homem são de espírito e equilibrado de inteligência, há uma separação abusiva. Na vida superior a teoria e a prática completam-se. Foram feitas uma para a outra.»Fernando Pessoa, 1926
By: Nothingandall
Não digas nada!
2007-06-22 22:46:00 Não digas nada!Não, nem a verdade!Há tanta suavidadeEm nada se dizerE tudo se entender -Tudo metadeDe sentir e de verNão digas nada!Deixa esquecer.Talvez que amanhãEm outra paisagemDigas que foi vãToda esta viagemAté onde quisSer quem me agrada...Mas ali fui felizNão digas nada.in Poesias Inéditas (1930-1935), Edições ÁticaFernando Pessoa
By: Nothingandall
Não sei se é sonho ... Fernando Pessoa
2007-06-13 08:44:00 No aniversário do nascimento do poeta deixo aqui mais um poema:Não sei se é sonho, se realidade,Se uma mistura de sonho e vida,Aquela terra de suavidadeQue na ilha extrema do Sul se olvida.É a que ansiamos. Ali, ali,A vida é jovem e o amor sorri.Talvez palmares inexistentesÁleas longínquas sem poder ser,Sombra ou sossego dêem aos crentesDe que essa terra se pode ter.Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,Naquela terra, daquela vez.Mas já sonhada se desvirtua,Só de pensá-la cansou de pensar,Sob os palmares, à luz da lua,Sente-se o frio de haver luar.Ah, nesta terra também, tambémO mal não cessa, não dura o bem.Não é com ilhas do fim do mundo,Nem com palmares de sonho ou não,Que cura a alma seu mal profundo,Que o bem nos entra no coração.É em nós que é tudo. É ali, ali,Que a vida é jovem e o amor sorri.30-8-1933Fernando António Nogueira Pessoa (n. em Lisboa a 13 Jun. 1888 ? m. em Lisboa a 30 de Nov. de 1935)(extraído de «Obra essencial de Fernando Pessoa, Poesia do Eu,Assírio & Alvim)Le...
By: Nothingandall
Em mim foi sempre .... - Fernando Pessoa
2007-02-24 22:20:00 Em mim foi sempre menor a intensidade das sensações que a intensidade da consciência delas. Sofri sempre mais com a consciência de estar sofrendo que com o sofrimento de que tinha consciência.A vida das minhas emoções mudou-se, de origem, para as salas do pensamento, e ali vivi sempre mais amplamente o conhecimento emotivo da vida.E como o pensamento, quando alberga a emoção, se torna mais exigente que ela, o regime de consciência, em que passei a viver o que sentia, tornava-me mais epidérmica, mais titilante a maneira como sentia.Criei-me eco e abismo, pensando. Multipliquei-me aprofundando-me. O mais pequeno episódio - uma alteração saindo da luz, a queda enrolada de uma folha seca, a pétala que se despega amarelecida, a voz do outro lado do muro com os passos de quem a diz juntos aos de quem a deve escutar, o portão entreaberto da quinta velha, o pátio abrindo com um arco das casas aglomeradas ao luar - todas estas coisas, que me não pertencem, prendem-me a meditação sensível com...
By: Nothingandall
A arte segundo Fernando Pessoa
2006-12-15 16:50:07 Fernando Pessoa, nos seus textos em prosa, define a arte como «o aperfeiçoamento subjectivo da vida.»
By: O Melhor Amigo
Aniversário da morte de Fernando Pessoa
2006-11-30 19:12:02 Faz hoje 71 anos que Fernando Pessoa faleceu em Lisboa. Um dos maiores poetas de todos os tempos, tão grande que não cabendo em si teve de criar vários, sob os seus heterónimos. Por este blog dispersam-se fragmentos da sua obra. Assim podem ler: Tabacaria Liberdade O guardador de rebanhos - X (Alberto Caeiro) O guardador de rebanhos - XXI (Alberto Caeiro) O guardador de rebanhos - XXVIII (ALlberto Caeiro) O Tejo é mais belo ... Odes - Ricardo Reis Cruz na porta da tabacaria Fragmentos do Livro do desassossego - Bernardo Soares Afinal a melhor maneira de viajar é sentir... Todas as cartas de amor são... Se te queres matar ... Dai-me rosas e lírios... Sou vil, sou reles como toda a gente... Não sei se é amor que tens O que há em mim é sobretudo cansaço Mar português Ode marcial - h Lycanthropy Conselho Para além da curva da estrada (Alberto Caeiro) Sopra demais o vento Poema da Canção sobre a Esperança
By: Nothingandall
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